



E, bueno, chegou o Ano Novo, já comi a lentilha, as sete uvas, dei os três pulinhos, e, como disse no outro post, aí vão os meus desejos para o recém nascido.
Em 2010 quero várias coisas. Algumas alcançáveis, materiais, outras idealizadas, mais difíceis de serem realizadas.
Quero me envolver em algo grande, algum projeto que valha a pena. Quero correr menos, ou o mesmo que corri este ano, mas quero chegar a algum lugar, fazer valer o tempo vivido. Quero ler mais, mas por prazer e não por obrigação. Quero ouvir mais e mais os meus vícios. Quero viajar. Quero criar, quero progredir. Ou ao menos plantar algo para que a idéia cresça.
Quero ser mais simpática com algumas pessoas e menos com outras. Quero me desprender um pouco do juízo e agir mais por meu impulso atualmente tão desconsiderado. Quero conhecer pessoas, podem ser poucas, mas que signifiquem muito. Quero amigos perto. Quero os que vêm sem ser chamados, para rir, para apoiar, ou simplesmente para estar.
Quero uma campanha brilhante do Internacional na temporada. Quero gritar Gol com a Tícia e a Fernanda, assistir novela com a Vó Ana, ter aquelas conversas espertas com a mãe e rir muito a cada almoço
Quero estreitar algumas relações e me afastar de outras. Quero paz, saúde e amor, como todo mundo. Quero aprimorar o violão, fazer algum trabalho voluntário e assistir a muitos filmes.
É uma lista, até certo ponto, modesta, visto que algumas dessas coisas eu já faço. Mas estou me propondo conquistar as outras. Não tenho o direito de me pôr a rezar e pedir que algo caia do céu, sou consciente. Se for pensar, tenho muito mais a agradecer do que pedir, então, a história se resume em lutar e tentar conseguir.
Abraços a todos e mãos à obra!
P.S. Segundo o horóscopo chinês, esse é o ano do Tigre. Um ano de mudanças, transformações e renovação. Eu sou Tigre. Vamos ver no que dá.


Ultimamente, venho lutando para não me corromper. Não que esteja planejando um golpe contra o Estado, ou que tenha contato com alguém que o faça (acho que não). Luto por encontrar, aqui dentro de mim, um sentido para as minhas ações profissionais, por manter alguma dignidade, por aceitar e me convencer que não foram em vão esses anos dedicados a minha atual profissão.
Digo isso porque, proximamente, completarei oficialmente dois anos de trabalho. Contando com mais meio ano desde a minha graduação, lá se vão quase 30 meses com o título de “professora”. E é óbvio que isso é quase nada comparado ao tempo de carreira que têm muitos dos meus colegas, por exemplo. Mas justamente por isso, que me pego tantas vezes pensando se vale a pena, considerando que alguém com tão pouco tempo de estrada, já vê suas expectativas, crenças e anseios caírem como ilusões em um período de tão magra experiência.
Me mata pensar que, nem bem tenha esquentado o banco no magistério, já tenha que dar razão ao meu pai quando dizia “vai com calma, menos euforia, que lá dentro a coisa é diferente”. Me mata pensar que possa vir a dar razão ao bando de gente que me olhou alguma vez e disse “Letras? Professora? Só pode estar louca”.
E talvez estivesse. Ou quem sabe ainda esteja, porque apesar de a realidade ainda me puxar os pés ao chão, alguma esperança e alguns poucos mas gratificantes resultados positivos ainda tenho. São eles que, por hora, me sugerem ainda o direito de sonhar e de crer, mesmo que com menor intensidade nesta profissão.
Alguma vez já disse o J. Drexler: “Hay quien dice que el camino te enseña cosas, yo no lo sé”. Eu tampouco. Por enquanto, a estrada vem me apresentando muitas dúvidas, isso sim. E, se serve de consolo, dizem também que um aprendizado se constrói através do incerto. Tomara. Vou tentar arrecadar coragem e força para seguir, mesmo que a passos lentos. Ou, em último caso, descer do trem.
“Y no será porque quiera que estoy dejando marchar MI tren”.
Várias coisas. Primeiro, dia de chuva. Não que eu tenha problema com dias de chuva, desde que as minhas atividades se resumam a comer e dormir todo dia. Como não é minha realidade, sim, dia de chuva foi um problema. Principalmente, para alguém que carrega uma mochila de uns três quilos, mais livros avulsos e, de tira colo, um guarda-chuva. Sem contar o detalhe de que hoje, quarta-feira, foi dia de ir pra Rosário, que eu adoro, mas em dias assim, confesso que me pego pensando duas vezes.
Pois bem, eis que saio da minha casa, entro no Coleurbanus (pior empresa de transporte coletivo que existe) e desço na esquina da Rodoviária pra tomar o rumo de Rosul. Chove copiosamente, venta desenfreadamente, e eu, essa inteligência nata, resolvo abrir o guarda-chuva. Resultado: fiquei só com os ferrinhos na mão e a água toda na cabeça (que devia estar oca). Próximos passos, achar uma lata de lixo e comprar um novo guarda-chuva no camelô. Até que não foi difícil.
Chegando a Rosário, a chuva continuava e, pra chegar ao ABC, ruas alagadas, atalho aqui, pulo ali e consigo aportar com vida. Nem bem entro no cursinho, recebo um telefonema. Adivinhem! Meu aluno avisando que hoje não poderia ir à aula. Legal, né?!
Como recompensa, volto mais cedo pra São Gabriel, tipo, quatro da tarde. Aqui o sol já estava rachando e ninguém poderia afirmar que tinha chovido pela manhã. E eu lá com aquele guarda-chuva de metro e meio que comprei no camelô, com facilidade de ler os pensamentos de quem me olhava: “Tá chovendo no seco, minha filha?”
De volta a Sangacity, tive a “brilhante” idéia de chegar ao trabalho da minha irmã. Por incentivo dela (e consentimento meu, que estava com algum tipo de bloqueio hoje), esperei que nosso pai nos desse uma carona, ela para o basquete e eu para o terminal de ônibus a fim de voltar para o Bom Fim. E não é que conseguimos chegar à parada no momento exato em que o ônibus estava saindo?! Saindo sem mim, diga-se de passagem. Resumo: esperar, esperar e esperar na parada. Eu, a mochila, os livros e o guarda-chuva em exposição até que aparecesse o próximo ônibus e me trouxesse pra casa.
Já tive dias piores, com toda a certeza, mas que esse não foi nada feliz, ah, não foi.
Pra não dizer que tudo foi ruim, consegui ver (Sim, só agora!) o primeiro episódio da 3ª temporada de Private Practice. Muito bom. Estou cada vez mais viciada nessa série.

Ano passado, mais ou menos na mesma época do ano, estive bem inclinada a programar uma super viagem para o verão de 2009. Os dias foram passando, fui ficando atribulada por conta de uma tarefa a cumprir e me desestimulei. Me justifico e me convenço, dado o estrés que tudo me causava na época.
Agora não é muito distinto. Final do ano chegando, e estou ‘a mil’ planejando o que fazer em janeiro de 2010. Meu estrés ainda existe, mas a carga está bem menor em comparação ao outro ano, o que me faz pensar que dessa vez vai ser bem diferente. Também porque encontrei mais gente com as mesmas ganas, além da minha irmã, que é louca de atar e topa qualquer parada. Viajar com amigos é o que há.
Dessa vez, a coisa vai.
“...en el medio del camino, no me voy a empantanar. Nunca falta un compañero que esté dispuesto a empujar...”


2) Fernanda. Minha hermanita. Que dádiva conhecer a Sole quando os teus amigos ouvem Cesar Oliveira e Rogério Melo, hein!
3) Bruna. Amigaça. No show em Sta Rosa não deu pra ir, mas esse vai ser UMA FESTA.
4) Alexandre. Fã e amigo da Shana Müller e amigaço nosso também. Pena que a Baxinha não pode nos acompanhar, mas não faltarão oportunidades.
5) Mariana. Minha amiguitiis que quiero tantiiis. Direto de Rio Pardo para Santa Maria e de SM para Bagé. Vamos Tiettaaarr.
Claro que serão muito sentidas as ausências da Gabi , da Jaci e, como já falei, da Baxinha. Chiquillas, vamos rebolear muito poncho com a Sole ainda.
Também quero conhecer o pessoal do Orkut e dos Blogs: Diego, Íris, Chico, Andrea, Ana Maria (se vc for)... bueno, e toda essa gente jóia que estará lá.
Foto by Alejandro de Misiones: http://lucesdemisiones.blogspot.comAcordei em uma manhã chamamecera e não consigo parar de escutar essa música. Luis Carlos Borges e Mercedes Sosa. Rio Grande do Sul e Argentina. Baita acordeon e linda interpretação. Acordei bem hoje.
(Hace tiempo, mucho tiempo, que no escribo en español acá. No tengo un motivo aparente, pero como, debido a un vicio, en las últimas semanas estoy en demasiado contacto con el inglés, me parece bien ejercitar mi segunda lengua. Y buen, al trabajo!)
Pensar: común y raro
Siempre ha sido una persona común, en el sentido de no tener muchos puntos ‘exóticos’. Le gusta el chocolate, la música, se va bien con el trabajo... aunque, claro, en cada uno de esos tópicos pueden haber otros que sean un poco raros, papas fritas con dulce, new age, folk, querer volver a lugares donde la mayoría quiere irse... pero, lo que realmente sorprende es lo raro que se puso en los últimos tiempos.
Como cualquier otra persona, tuvo alegrías y tristezas. Siempre en épocas específicas. O sea, pasaba por grandes momentos felizes y otros grandes tristes sin que estos caminasen juntos. Y esta organización se mantuvo hasta el momento que tuvo algún tiempo libre para pensar en algunas cosas.
Pensar en cómo llegó en el lugar en que está. En lo importante que algunos hechos y personas fueron para la constitución de alguien que juzgaba saber exactamente como lidiar con sus sentimientos, emociones, expectativas. Pensar y cuaestionarse sobre lo que podría significar en la vida de otras personas. Pensar en los cambios, la necesidad de cambiar, la necesidad de dejar a un lado situaciones mutantes que jamás volverán a ser lo que un día fueron. Pensar en los puntos positivos que se tiene, rever los negativos. Reflxionar sobre lo hecho, sobre actitudes consideradas buenas, correctas o amables y que pueden, entonces, haber sido grandes equívocos.
Una mezcla de arrepentimiento y orgullo habitan los sueños, y el mirar a esmo de esta persona. Arrepentimiento por haber valorado personas equivocadamente, por haber tomado algunas decisiones, por haber dicho algunas cosas a quienes no lo merecian y por haber callado otras. Al paso que también puede enorgullarse de cosas así. Por pensar que todo está lindo hasta el momento en que se convierte feo. Y es ahí que llega la mezcla de alegría y tristeza.Todo junto, sin delimitar una línea que separe lo que le hace llorar y lo que le hace reír.
Pensar tal vez no sea un ejercicio de todo bueno, aunque sea imposible dejarlo. Pensar le trajo a esta persona algunas respuestas y muchas preguntas. Le permitió verse y desconocerse. Le sacó la comodidad, le hizo perderse en algunos momentos. Pero puede ser también el hecho de pensar que le permita descubrirse nuevamente.